Blog do Professor Francisco


 

FNDE Formando cidadãos


Numa época em que os agentes políticos brasileiros estão cada vez mais envolvidos em escândalos e mais escândalos, crimes, denúncias e desmandos convêm que a população se arme de conhecimento e consciência para combater a corrupção através da participação social. Isso só ocorrerá se todos tornarem-se agentes na fiscalização das ações do legislativo, executivo e judiciário.

O Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE – Formação pela Escola – visa fortalecer a atuação dos agentes e parceiros envolvidos na execução, no monitoramento, na avaliação, na prestação de contas e no controle social dos programas e ações educacionais financiados pelo FNDE. É voltado, portanto, para a capacitação de profissionais de ensino, técnicos e gestores públicos municipais e estaduais, representantes da comunidade escolar e da sociedade organizada.

O Programa, portanto, tem como propósito contribuir para a melhoria da qualidade da gestão e o fortalecimento do controle social dos recursos públicos destinados à educação.

Em virtude da abrangência territorial do País e do grande número de pessoas envolvidas nessas ações, os cursos são predominantemente oferecidos na modalidade a distância, visando potencializar os esforços de formação continuada dos diversos atores envolvidos na execução de programas do FNDE.

O Programa Formação pela Escola é um programa que atua em todo território nacional oferecendo cursos aos diversos segmentos da sociedade, no intuito de contribuir para o fortalecimento do controle social, contribuindo, assim, para a garantia de melhor aplicação dos recursos públicos.

A Bahia é hoje o maior parceiro do FNDE no Programa Formação Continuada. Está presente em 312 municípios, dos 417 do estado. Em todo o país, nosso estado é destaque com o maior número de tutores, cursistas e multiplicadores.

O FPE – Programa Formação pela Escola – oferece inúmeros cursos ao longo do ano: Competências Básicas, PDDE, FUNDEB, Controle Social para Conselheiros, SIOPE, PNAE, PTE, PLi e Censo Escolar.

Para se inscrever nos cursos, o interessado deverá procurar a professora Maria Nádia, na Secretaria Municipal de Educação em Paulo Afonso, ou nas Secretarias municipais, que é quem tutoria as ações dos cursos do FNDE nos municípios.

Para maiores informações, ligue para 75 3281-5144 e complete a ligação para a coordenação pedagógica.

Para maiores informações, acesse http://www.fnde.gov.br/programas/formacao-pela-escola.

 



Escrito por Professor Francisco às 08h37
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Brava Gente Brasileira


Há algumas décadas, participar das manifestações de rua era uma ação que se restringia a estudantes, ativistas e sindicalistas. O que temos visto nos últimos dois anos e meio é uma quebra de paradigma. A sociedade está nas ruas, embora dividida, infelizmente. De um lado, uma parcela que defende o atual modelo de governo, por outro lado, os que rejeitam o governo socialista do Partido dos Trabalhadores, o PT.

Embora dividida, a população quer mudança. Os dois lados, em linguagens diferentes pedem a mesma coisa: o fim de um modelo político falido pautado em vantagens pessoais. O povo está certíssimo em ir às ruas, pois foi chamado para as manifestações a partir do momento em que os políticos traíram os anseios populares. O governo traiu o povo ao pregar um programa de governo na campanha de reeleição e aplicar outro a partir da posse.

O povo foi às ruas com heroísmo, mas pecou num ponto: preferiu defender nomes a defender idéias, propostas e ações para crescimento do país. Grande parcela preferiu e está preferindo defender pessoas, transformando-as em mitos e heróis, mesmo que suas ações, de longe, denunciem o contrário.

O povo brasileiro, todavia, está aprendendo a defender seu país. Só precisa amadurecer mais um pouco, entendendo, claro, que a luta não é contra os compatriotas e sim contra a corrupção e os maus políticos. Cada dia, fica provocado que não são vãs as palavras do no Hino Nacional Brasileiro quando diz que “um filho teu não foge à luta”.

Os dias são difíceis e ficarão mais ainda. E não apenas no Brasil, pois a crise é global, está atingindo a todos, cada país a seu tempo. Chegou a vez do Brasil, com a prestigiosa ajuda de um governo que cada dia foi se fragilizando.

Para Kevin Zamora, ex-secretário de assuntos políticos da Organização dos Estados Americanos e membro do centro de estudos sobre governança democrática The Inter-American Dialogue, a democracia global está numa crise de meia idade. É como um cara que, gordo, casado e sem horizontes na vida, decide pintar o cabelo de vermelho, comprar um conversível e ir para Cancún. Para ele, tal crise não vale só para o Brasil, onde está em curso o processo de impeachment, mas para todo o mundo.

Na opinião de Zamora, que também foi vice-presidente da Costa Rica, o que está em curso no país não é um golpe de Estado, mas a consequência legal da falta de representatividade do governo e de legitimidade do sistema de partidos.

O Brasil, ao contrário do que dizem alguns, não é um gigante adormecido. É um gigante ferido que, sangrando heroicamente, se arrasta num vale cheio de nanicos e parasitas que o sangram devagar e constantemente.

Cremos na restauração total da saúde desse gigante que se levantará vigoroso e extirpará de vez os que batalham nas sombras para serem seus algozes.

A primeira chance de salvar o Brasil virá nas eleições de outubro. Os brasileiros precisam ser criteriosos na escolha de prefeitos e vereadores. De nada adianta sair às ruas e protestar contra os maus políticos e na urna legitimar a volta dos mesmos políticos e mesmos partidos.

 

Passar a limpo um país com tamanho histórico de corrupção não é fácil, mas é possível. Demanda tempo, mas o primeiro passo pressupõe o próximo e assim por diante.



Escrito por Professor Francisco às 22h13
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Em Crise - Paciente na UTI


O Brasil vive o momento mais crucial da sua história. É uma sequência de convulsões que se agravam entre si. Como doente cujo estado de saúde se complica a cada dia, o país agoniza como paciente num corredor de hospital, morrendo por omissão de socorro. As multicrises se agravam, complicando a saúde da nação. O pior é que não vemos nenhuma ministração de uma posologia que possa erradicar essas crises às quais a nação está submissa. E são inúmeras!

Tem-se a crise moral, escondida por atrás de avanços sociais, a exemplo das manifestações em favor do aborto que tem levado muita gente a ingressar numa luta inglória e inconseqüente. Mudando-se o nome do crime, legaliza-se um assassinato ao negar o direito à vida de quem ainda nem viu a luz do Sol.

No meio da militância em favor da legalização do aborto, quase todos no mesmo time, estão os que defendem a legalização do uso das drogas e das armas como justificativa de que isso porá fim à violência no país. Esses ativistas não estão preocupados com a desagregação das famílias que o uso das drogas promove. Não estão preocupados com o caos moral e social do ser humano quando submetido à dependência química.

Na lista das crises que afetam o país, temos a crise de identidade. A luta dos ativistas de fazer popular a ideologia de gênero justifica essa afirmação. É princípio básico da ideologia de gênero que nenhuma criança nasce menino ou menina, mas aprenderá a ser o que quiser depois que experimentar os dois lados. Isso é crise de identidade. O que a criança é do ponto de vista do gênero? Ademais, rapazes que querem ser chamados por nomes femininos e vice-versa, cirurgias de mudanças de sexo, o que é isso, se não uma profunda crise de identidade?  Nossos jovens estão completamente perdidos. Já está plantado no seio da juventude que o bissexualismo é moderno e todos têm que experimentar.

Crise de identidade, entretanto, vai além. As pessoas não se reconhecem pelo que são. Procuram ser aquilo que a sociedade quer que sejam e determina como padrão. Pessoas gordas, sobretudo as mulheres, sofrem porque a ditadura da balança diz que são as mulheres magras que estão no padrão de beleza. O consumismo estabelece que só está de acordo com as exigências sociais quem anda com roupa e/ou calçados de tais marcas, assim como mochilas, bonés e celulares. Uma multidão incontável, sem condições de cumprir essas exigências sociais, sofre com isso e não se aceita pelo que são.

Ainda podemos inserir nesta lista a crise espiritual. Milhões de pessoas estão ávidas de Deus, enquanto uma meia dúzia de líderes religiosos – maus líderes, diga-se de passagem – estão a enganar, tirar proveito da boa fé de quem está buscando um conforto, um enlevo espiritual. Quantas pessoas, com sede de Deus, buscam essa sagrada água, mas caem em mãos de vilões, como os doentes que, em busca de médicos, encontram charlatões. O pior de tudo é que não há na legislação nada que possa frear essa classe de homens enganadores.

A crise política está cada vez mais reinante na sociedade brasileira. Os valores estão invertidos. Hoje vemos partidos políticos, acusados de corrupção, investirem em argumentos contra representantes da justiça que investigam agentes corruptos e corruptores. Tudo isso fazem para acobertarem seus erros. A classe política está tão desmoralizada que perdeu o crédito e o respeito das pessoas.

Na avalanche de descobertas de corrupção estrambótica, os dois lados da política estão envolvidos. Nesse contexto, algo nocivo à moralidade está acontecendo. Enquanto um lado está perdendo a queda de braço, sem argumentos para justificar as denúncias e possibilidade de perder o status do poder, apontam os erros dos que estão do outro lado, numa clara e evidente manobra de dizer “Não só somos nós. Eles também roubaram”, ou seja, eles próprios, moralmente, se nivelam por baixo. O esgoto que escorre pelos bueiros abaixo do nível das ruas é o nível a que eles se nivelam. Sem elegância, escrúpulo ou decoro essa geração política protagoniza a pior crise moral, ética e política da história do Brasil.

A falta de moralidade entre os políticos dessa geração é tão grande que eles só têm olhos para os milhões que irão deixá-los cada vez mais ricos. Sem escrúpulos nem constrangimento, eles não se importam com nada, não têm vergonha das pessoas que os elegeram. Para eles, ser acusados de ladrões não é nada grave. Faz parte do rito do processo.

Por outro lado, a sociedade tem a sua parcela de culpa. É ela quem elege tais pessoas. É a classe votante que perpetua os maus políticos no poder. É a classe eleitora que tem o poder de punir corruptos, mas não faz uso desse poder. Pelo contrário, saem às ruas em defesa dos nomes dessas pessoas. Ingenuamente, defendem-nas. São capazes de “botar a mão no fogo” por elas, afirmando veementemente que as acusações são falsas. Que os juízes devem ser presos porque estão investigando.

O que temos visto nas ruas, ultimamente, é a defesa de pessoas que estão cada vez mais devendo explicações à sociedade, mas, invés de cobrar as tais explicações, parte do povo brasileiro tem saído às ruas para defender corruptos. Transformam as avenidas e locais públicos em campos de batalhas. Temos visto o povo se xingando, agredindo-se. Ao mesmo tempo, defendem culpados e suspeitos, transformando-os em mitos e heróis. Bertolt Brecht afirmou: Infeliz a nação que ainda precisa de heróis. Triste da nação que constroi mitos para alimentar sonhos.

 

Do jeito que está, as crises provocarão o caos. O colapso parece iminente.



Escrito por Professor Francisco às 15h21
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Sementes Lançadas é um livro que veio para preencher uma lacuna que existia na Igreja Assembleia de Deus de Paulo Afonso: a falta de uma história documentada.

Incomodava-me o fato de a nossa história até esta data não ter sido ainda contada em um livro. Uma história tão marcante, rica e bela não possuía corpo, como as velhas histórias centenárias passadas de geração a geração através dos relatos dos mais velhos.

Ou seja, nossa história passava verbalmente, de uma geração para a outra através dos mais velhos. Mas nossos pioneiros estão morrendo. Existem poucos agora. Por isso me apressei em deixar registrados os depoimentos deles, para que as gerações seguintes possam usufuir dessa história única.

Minha intenção, portanto, foi de deixar registrado esse histórico tão cheio de vida, de exemplos e experiências vivenciados por nossos pioneiros, verdadeiros heróis da fé, incansáveis baluartes que escreveram a história, doravante contada, legando-nos um campo desbravado e tão mais fácil de cuidar, semear e regar.

Vá ao culto do dia 20/12 – Rua São Francisco, 684 – quando estaremos fazendo o lançamento. Espero que o nobre leitor aprecie a leitura desse livro e presenteie alguém neste natal com essa História.

Abraços afetuosos!



Escrito por Professor Francisco às 17h28
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Por que a Finlândia tem o melhor ensino do mundo?

Desde que começaram a ser realizadas avaliações internacionais sobre os sistemas educativos no mundo, no ano 2000, existe um interesse generalizado por entender o segredo do sistema finlandês, que coloca seus alunos em primeiro lugar numa escala mundial.

De acordo com o analista Pablo Zoido, especialista nas provas Pisa dentro da OCDE, existem vários motivos que levam a Finlândia a esse posicionamento. O primeiro é que o seu modelo educativo é muito inclusivo, porque não se faz uma seleção dos estudantes. 90% das escolas são públicas e as crianças são matriculadas, por lei, na escola mais próxima à casa, o que evita a segregação social.

Além disso, eles começam a escolaridade básica só aos sete anos. Antes estão com os pais e somente no ano anterior à entrada na escola, fazem um ano de educação pré-escolar obrigatória, realizada em jardins infantis ou na casa de educadores certificados, onde se realiza somente a estimulação precoce da socialização. Uma vez na escola, permanecem apenas cinco horas por dia, desfrutam de três meses de férias e levam poucas tarefas para casa.

De forma complementar, a acadêmica finlandesa Emilia Ahenjärvi afirma que, dentro da escola, o ritmo de cada criança é respeitado. “Para nós é muito importante a atenção especial àqueles que precisam de mais ajuda. Por isso, temos uma equipe de apoio que trabalha com eles dentro da sala, desde o início. Isso faz que ninguém repita de ano, o que afetaria sua autoestima.”.

Outro fator fundamental é a importância que se dá ao professor, sendo um dos cursos mais difíceis e exigentes, tanto que apenas 10% dos que querem ser professores conseguem entrar. Segundo Tony Wagner, doutor em educação e idealizador do documentário O Fenômeno Finlandês, “quando um país decide colocar a educação em primeiro lugar tem que tomar determinadas medidas, como fechar 80% das escolas de pedagogia e deixá-las somente nas universidades de elite. Assim pode-se ter certeza que só os melhores podem chegar a ser professores e, devido a sua formação intelectual, não necessitam um processo externo de avaliação”.

O modelo finlandês valoriza também o trabalho por projetos e os objetivos de sua aprendizagem não são medidos pelas matérias aprendidas, mas sim pela constante interação desses conteúdos com outros aspectos, como a socialização ou a resolução de problemas. Mas tudo isso não é resultado do mero acaso. O parlamento finlandês passou dez anos debatendo que tipo de educação era necessária para o país.

De acordo com Emilia Ahenjärvi, “provavelmente o nosso segredo é a confiança. Confiamos que a escola mais próxima à nossa casa será boa, que o professor saberá ensinar e que a criança aprenderá. Vi que isso não acontece em outros países, que sempre necessitam fazer rankings, para saber que aluno, que professor e que escola é melhor. As provas segregam e não são a solução”.

Tony Wagner complementa dizendo que a Finlândia foi o país entendeu antes de todo o mundo que a era do conhecimento acabou, que já não é necessário saber mais que a pessoa ao lado, porque essa pessoa pode encontrar tudo pela Internet. “Vivemos na era da inovação, em que precisamos saber aplicar o que sabemos. Isso é o que leva a aprender”, conclui.

Mas o sistema educativo mais visado do mundo também apresenta desafios. Atualmente tenta encontrar maneiras de lidar com a imigração e a diversidade cultural em suas escolas, sem abrir espaço para a discriminação. Na maioria das escolas, os alunos imigrantes não chegam a 5% das turmas, mas mesmo assim alguns pais já começam a solicitar a mudança para outros centros. Frente à possibilidade de debilitar o sistema, o sindicato de professores está analisando inclusive a necessidade de estabelecer uma porcentagem máxima de alunos imigrantes por escola.


Desde que começaram a ser realizadas avaliações internacionais sobre os sistemas educativos no mundo, no ano 2000, existe um interesse generalizado por entender o segredo do sistema finlandês, que coloca seus alunos em primeiro lugar numa escala mundial.

De acordo com o analista Pablo Zoido, especialista nas provas Pisa dentro da OCDE, existem vários motivos que levam a Finlândia a esse posicionamento. O primeiro é que o seu modelo educativo é muito inclusivo, porque não se faz uma seleção dos estudantes. 90% das escolas são públicas e as crianças são matriculadas, por lei, na escola mais próxima à casa, o que evita a segregação social.

Além disso, eles começam a escolaridade básica só aos sete anos. Antes estão com os pais e somente no ano anterior à entrada na escola, fazem um ano de educação pré-escolar obrigatória, realizada em jardins infantis ou na casa de educadores certificados, onde se realiza somente a estimulação precoce da socialização. Uma vez na escola, permanecem apenas cinco horas por dia, desfrutam de três meses de férias e levam poucas tarefas para casa.

De forma complementar, a acadêmica finlandesa Emilia Ahenjärvi afirma que, dentro da escola, o ritmo de cada criança é respeitado. “Para nós é muito importante a atenção especial àqueles que precisam de mais ajuda. Por isso, temos uma equipe de apoio que trabalha com eles dentro da sala, desde o início. Isso faz que ninguém repita de ano, o que afetaria sua autoestima.”.

Outro fator fundamental é a importância que se dá ao professor, sendo um dos cursos mais difíceis e exigentes, tanto que apenas 10% dos que querem ser professores conseguem entrar. Segundo Tony Wagner, doutor em educação e idealizador do documentário O Fenômeno Finlandês, “quando um país decide colocar a educação em primeiro lugar tem que tomar determinadas medidas, como fechar 80% das escolas de pedagogia e deixá-las somente nas universidades de elite. Assim pode-se ter certeza que só os melhores podem chegar a ser professores e, devido a sua formação intelectual, não necessitam um processo externo de avaliação”.

O modelo finlandês valoriza também o trabalho por projetos e os objetivos de sua aprendizagem não são medidos pelas matérias aprendidas, mas sim pela constante interação desses conteúdos com outros aspectos, como a socialização ou a resolução de problemas. Mas tudo isso não é resultado do mero acaso. O parlamento finlandês passou dez anos debatendo que tipo de educação era necessária para o país.

De acordo com Emilia Ahenjärvi, “provavelmente o nosso segredo é a confiança. Confiamos que a escola mais próxima à nossa casa será boa, que o professor saberá ensinar e que a criança aprenderá. Vi que isso não acontece em outros países, que sempre necessitam fazer rankings, para saber que aluno, que professor e que escola é melhor. As provas segregam e não são a solução”.

Tony Wagner complementa dizendo que a Finlândia foi o país entendeu antes de todo o mundo que a era do conhecimento acabou, que já não é necessário saber mais que a pessoa ao lado, porque essa pessoa pode encontrar tudo pela Internet. “Vivemos na era da inovação, em que precisamos saber aplicar o que sabemos. Isso é o que leva a aprender”, conclui.

Mas o sistema educativo mais visado do mundo também apresenta desafios. Atualmente tenta encontrar maneiras de lidar com a imigração e a diversidade cultural em suas escolas, sem abrir espaço para a discriminação. Na maioria das escolas, os alunos imigrantes não chegam a 5% das turmas, mas mesmo assim alguns pais já começam a solicitar a mudança para outros centros. Frente à possibilidade de debilitar o sistema, o sindicato de professores está analisando inclusive a necessidade de estabelecer uma porcentagem máxima de alunos imigrantes por escola.

Fontes: http://fnbr.es/1e7, http://fnbr.es/1e8

Phil Roeder



Escrito por Professor Francisco às 13h55
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Educação no Brasil virou caso de polícia!

Na contramão do que o governo do PT, digo, governo do Brasil diz que somos pátria educadora, estão os protestos de professores de norte a sul do país. As reclamações não são apenas por melhores salários, mas por respeito e dignidade.  

No Paraná, para enxugar a máquina, o governo escolheu a educação para cortar gastos e começou pela previdência dos professores, como se aí estivesse todo o desperdício do dinheiro. Ficam as indagações: por que não diminuir secretarias e demais cargos de confiança? Por que não cortar os gastos dos gabinetes dos intocáveis deputados que estão votando contrariamente à vontade dos professores? Por que há tanta dificuldade de os governantes cortarem os seus próprios gastos?

Aliás, a resposta que o governo do Paraná deu aos professores foi colocar a polícia sobre os manifestantes e de forma hostil, com bombas de efeito moral, armamentos pesados e até cachorros pitbull. Sem dúvida, a educação é um caso de polícia! Não bastasse a violência que os professores sofrem nas escolas, o governo fortalece tais atitudes contra eles e de forma oficial.

Não é só no Paraná que professores são tratados assim. Aqui na Bahia, o governador Rui Costa não está longe disso, pois tem agido com total descaso em relação à educação, exatamente como fez seu antecessor quando colocou a polícia sobre os professores baianos.

Nas proximidades de Brasília, alunos de uma escola pública tocaram terror e promoveram um quebra-quebra geral. Motivo: queriam tirar a diretora porque ela estava impondo a ordem, exigindo que os alunos tivessem postura civilizada.

Até quando viveremos assim? Até quando seremos modelo de uma educação falida, manchete de jornais do mundo inteiro que estampam a irresponsabilidade dos nossos governantes e maus exemplos de nossa gente?



Escrito por Professor Francisco às 14h49
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Olá, turma do curso de Informática. 

Seguem abaixo apostilas sobre o EXCEL. Clique nos linkes e estude. Bons estudos.

Apostila Excel (Clique aqui)

Fórmulas Excel (Clique aqui)

 



Escrito por Professor Francisco às 08h38
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Clique aqui



Escrito por Professor Francisco às 15h46
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Português para Vestibular e Concursos

 Estrutura das palavras

 Diante da palavra informação, poucos percebem que ela é composta de várias partes: IN + FORM + AÇÃO. Essas partes são os morfemas

E o que são morfemas? São as partes que formam uma palavra, é a menor partícula significativa da língua portuguesa. Quando analisamos uma palavra morfologicamente, ou seja, quando analisamos a sua forma, podemos separar as partes desta palavra, ou seja, os seus morfemas.

 São eles:

 Radical, Afixos, Vogal Temática, Tema e Desinências.

  ·      O RADICAL

 É o elemento comum de palavras derivadas ou cognatas, isto é, as palavras da mesma família. O RADICAL é responsável pelo significado básico da palavra.

 Ex.: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre, conterrâneo...

 Atenção:

Às vezes, ele sofre pequenas alterações.

 Exemplos:

Dormir: durmo;

Querer: quis

 As palavras podem ter um radical ou mais de um radical.

As que possuem mais de um radical são chamadas de compostas.

 Exemplo:

passatempo

 ·      AFIXOS

Existem dois tipos de afixos:

 a)  PREFIXOS

 Colocados antes do radical.

Exemplos:

Infeliz, incapaz e desconfiar.

 b)  SUFIXOS

Colocados depois do radical.

 Exemplos:

Felizmente, garotinha e sapateiro.

 

 ·      INFIXOS

 São vogais ou consoantes de ligação que entram na formação das palavras para facilitar a pronúncia. Existem em algumas palavras por necessidade fonética. Os infixos não são significativos, não sendo considerados morfemas.

 

Exemplos:

café-cafeteira

capim-capinzal

gás-gasômetro

 

 ·      VOGAL TEMÁTICA

 Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe vogal temática em verbos e nomes.

 Exemplos:

 beber

rosa

sala

 Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem ( 1ª , 2ª ou 3ª ).

 Exemplo:

partir- verbo de 3ª conjugação

 Há formas verbais e nomes sem VT. Ex.: rapaz, mato (verbo)

 Dicas:

 A VT não marca nenhuma flexão, portanto é diferente de desinência.

 ·      TEMA

 É O RADICAL + VOGAL TEMÁTICA OU DESINÊNCIA NOMINAL.

 TERRA = TERR (RADICAL) + A (DESINÊNCIA NOMINAL)

AMA = AM (RADICAL) + A (VOGAL TEMÁTICA)

 

No próximo post, falaremos sobre as desinências nominais e verbais. Até lá! 

·      D


 


 



Escrito por Professor Francisco às 15h21
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Exame Nacional do Ensino Médio


 

Realizado pelo Ministério da Educação do Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma prova utilizada para avaliar a qualidade do ensino médio no país. O seu resultado serve para acesso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU).  

O Enem é o maior exame do Brasil e o segundo maior do mundo, atrás somente do vestibular da China. Em 2013, conta com mais de 6 milhões de inscritos divididos em 1.698 cidades do país.  Sem dúvida, é a forma de avaliação mais próxima do ideal, pois avalia a partir dos critérios e princípios de interdisciplinaridade.  

A prova contempla também as pessoas com interesse em ganhar bolsa integral ou parcial em universidade particular através do ProUni (Programa Universidade para Todos) ou para obtenção de financiamento através do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

Desde 2009, o exame serve também como certificação de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

O ENEM foi criado em 1998, sendo usado, inicialmente, para avaliar a qualidade da educação nacional. Teve sua segunda versão iniciada em 2009, com aumento do número de questões (180) e utilização da prova em substituição ao antigo vestibular por muitas instituições.


Dicas para o ENEM/2013


Se você está inscrito no ENEM/2013 e quer ser aprovado, leve em conta as dicas que seguem abaixo:


1.   Aumente o tempo de estudo por dia – Se estudava uma hora diariamente, agora estude duas. Lembre-se de que enquanto você descansa ou troca o estudo por futilidades, muita gente boa, concorrente de peso, está varando as madrugadas em estudo.  

2.   Faça grupos de estudos – Chame colegas que sejam bons em diferentes áreas, ou seja, um colega bom em português, outro bom em matemática e assim sucessivamente. Cada um resolve uma ou duas questões, explicando ao grupo. O debate durante os estudos diários favorece a aprendizagem e traz segurança.

3.   Faça resumos dos assuntos – todos os dias, leia assuntos de história, literatura, biologia, química, física, português. Após a leitura, faça resumos das leituras, destacando os pontos relevantes. Tente escrever sobre tudo o que leu, depois compare com o texto do livro ou apostila, para ver se falta algo ou se entendeu diferente. Repita isso todos os dias.

4.   Faça treinamento cronometrado – responda questões de provas anteriores cronometrando o tempo. No ENEM, o aluno terá, no primeiro dia, 4h e 30m para realizar a prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No segundo dia, terá 5h e 30m para fazer as provas das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. Assim, é importante treinar para o ENEM, respondendo a simulados no mesmo tempo da prova oficial. Só assim você pegará condicionamento físico e mental. Procure fazer cada questão em, no máximo, dois minutos.

5.   Atente para os acontecimentos da atualidade, tanto pode servir para história e geografia quanto para literatura e redação.

6.   Em História e Literatura, não leve muito em conta as datas e sim o contexto e o período.

7.   Comece as provas respondendo as questões mais fáceis. Não demore em questões que você não esteja seguro. Procure ganhar tempo eliminando as questões fáceis.

8.   Nas questões com textos, primeiro leia os enunciados, depois vá ao texto já sabendo o que você vai procurar nele.

9.   Assim que responder uma questão fácil, marque logo no gabarito. Não deixe para marcar todas no final.

10.  Uma dica especial: na prova de linguagens,comece pela redação. Leia o tema e rascunhe algo. Depois, vá às questões, respondendo umas 20 ou 25. Volte à redação. Você terá um novo olhar e novos argumentos. Volte às questões e responda mais umas 20 ou 25. Retorne outra vez à redação e conclua-a. Agora, você estará despreocupado para “atacar” o restante das questões.

Acesse a plataforma GEEKIE http://geekielab.com.br/login#/login. Faça seu cadastro e treine para o ENEM.

Boa prova!  

 

 

 

 



Escrito por Professor Francisco às 12h47
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Créditos: Neila Rodrigues

         Paulo Afonso, nascida entre os rochedos do alto Sertão baiano, é conhecida como o “oásis do sertão”, “a capital da energia”, “a cidade que ilumina a sua”, entre outros nomes. Pode ser chamada, também, de “a capital dos ipês”. De setembro a fevereiro, temos o privilégio de testemunhar os mais belos cartões postais que em nada fica a dever à primavera europeia.

Os ipês de flores amarelas, mais comuns em nossa região, são os mais apreciados e plantados, quer pela beleza de sua floração, quer pelo menor porte, o que os torna mais adequados para cultivo. É uma das árvores brasileiras mais conhecidas e, sem dúvida alguma, uma das mais belas.

Os ipês são flores inspiradoras de puro romantismo. A exuberância de seu florescimento encantou namorados, escritores e poetas. Nenhuma outra árvore foi tão cantada em verso e prosa. São dezenas de poesias, contos e sonetos, como este de Sílvio Ricciardi:

 Ontem floriste como por encanto,
sintetizando toda a primavera;
mas tuas flores, frágeis, entretanto,
tiveram o esplendor de uma quimera.
Como num sonho, ou num conto de fada,
se transformando em nívea cascata,
tuas florzinhas, em sutil balada,
caíam como se chovesse prata...

Créditos: Neila Rodrigues

 Os ipês inspiraram até políticos que, por meio de um projeto aprovado pelo Poder Executivo, elegeram o ipê-amarelo, conhecido cientificamente por Tabebuia vellosoi, como a Flor Nacional. Em 1961, Jânio Quadros declara a flor do ipê-amarelo “flor nacional”. A árvore símbolo deste país chamado Brasil não é, portanto, o pau-brasil, mas o ipê.  

Paulo Afonso tem uma das maiores plantações urbanas de ipê-amarelo. Nossa primavera tem um sorriso áureo sem igual. Vista do alto, na primavera, a cidade é um grande canteiro amarelo. Entretanto essa beleza está com seus dias contados. Os nossos ipês agonizam e pedem socorro.

Pelo menos, duas ameaças precisam ser combatidas pelos ambientalistas e pelo poder público urgentemente.

A primeira é a insensatez de muitos cidadãos que estão derrubando as árvores, alegando que elas tomam espaço e que sujam os seus quintais e a frente de suas casas. Essa é uma estupidez desmesurada de alguns pauloafonsinos que, insensivelmente, dizimam uma beleza que é o nosso orgulho, fotografada por milhares de turistas que nos visitam nessa época.

A segunda ameaça é de ordem natural, mas que não tenho visto nenhuma ação para combater tamanha ameaça. É uma praga da conhecida família vassoura de bruxa que ataca as plantações de cacau no sul da Bahia. A praga que ataca os ipês é um parasita que se parece com ninhos de passarinhos, sugam a seiva das árvores, impedindo sua respiração, causando-lhe a morte.   

Andando por aí para fotografar as flores amarelas – o que tenho feito há anos – para minha tristeza, vi plantas que antes eram uma copa única de ipês, hoje não passam de árvores secas.

O que fazer para salvar os ipês? Sem dúvida alguma, é uma tarefa difícil para um cidadão sozinho, mas se todos que amam os ipês se juntarem, poderemos chamar a atenção dos órgãos ambientalistas e o poder público para que usem as influências e façam algo para que a nossa cidade continue tendo como cartão postal na primavera os belos ipês amarelos.

Do contrário, nossas primaveras serão sem graça, sem cor, e as gerações seguintes só poderão apreciar os ipês pelas fotografias que restarem, por algum tempo, ocupando os HDs de alguns computadores. Mas computadores têm vida útil abreviada. Não tardará, portanto, e os ipês desaparecerão para sempre.

Créditos: Neila Rodrigues





Escrito por Professor Francisco às 16h05
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A gramática do dia-a-dia

 



Escrito por Professor Francisco às 10h43
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Mordaça na Fé

Recentemente, uma espantosa notícia na Internet preocupou a todos que estão acompanhando o crescimento estrondoso da luta pelos direitos homossexuais. A ABGLT ( Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais) fez convocação no site oficial para uma queima de Bíblias, evento que, segundo a nota, seria realizada no dia 1º de julho, em frente ao Congresso Nacional em Brasília, como protesto ao movimento que parlamentares das bancadas evanglélica e católica estão empreendendo contra as votações no Congresso que se mostra favorável à aprovação de leis que vão de encontro aos ensinamentos da fé cristã.

Os homessexuais no Brasil são minoria, mas estão lutando com tanta força que muitas conquistas já foram alcançadas. Hoje, por exemplo, é mais fácil ser preso por qualquer comentário que se faça de um gay do que um marido truculento ser preso porque espancou feroz e covardemente sua frágil e indefesa mulher.

O Congresso está gastando mais tempo discutindo sobre mais direitos ( e quase nenhum dever) para os gays do que com projetos para alavanar a qualidade na educação, saúde e segurança e direitos trabalhistas.

O fato é que essa minoria está organizadamente empenhada em transformar o país inteiro em membros e/ou simpatizantes da ABGLT ( Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais) por “livre e espotânea pressão”. Veja só, eles têm associação, e muito operante, por isso estão fazendo tremer o país.

A pergunta que insisto em fazer por onde ando é: onde estão as famílias? Onde estão os pais, as mães, os líderes religiosos? Vemos apenas alguns se expondo, sendo alvos de críticas e de deboches. Será que a população brassileira inteira comunga com a ideia de que não aceitar as leis que eles querem é homofobia?

A ABGLT quer queimar Bíblias num ato púiblico de protesto afirmando que o Livro Sagrado é homofóbico. Quero saber se todas as famílias brasileiras pensam assim e concordam com isso.

Essa minoria só está tendo essa força porque as famílias cristãs não lutaram ou não estão lutando com a mesma força. A família deixou-se dominar durante um sono indolente. Ao acordar, já tarde do dia, percebeu-se o avanço de uma nociva erva daninha nos jardins, nos canteiros e no pomar.

Independetemente de ser católico ou evangélico, somos cristãos. Temos Jesus cristo como Mestre e Senhor. Temos a Bíblia como regra de fé. Por isso, todos devemos enfrentar essa invasão que insiste em perverter nossos filhos, nossas crianças. Invasão de uma minoria que, na força e na marra, quer que a sociedade e a família brasileira vejam o homossexualismo de forma natural e correta. Para as leis que estão tentando impor, quem pensar contrariamente, e externar tal pensamento, está inserido num crime passível de cadeia.

Isto é uma nova inquisição! Violência moral e ética que ultrapassa qualquer heresia ou ditadura.

Uma coisa é ser gay – opção pessoal do cidadão livre. No Brasil, nada contraria essa vontade individual. Outra coisa é ditar que todos devem abraçar e defender uma opção, mesmo a contra gosto.

As leis que querem nos impor, somadas às que já estão vigorando, nada mais simbolizam do que uma terrível mordaça nos costumes, na fé, na formação de nossos adolescentes e de nossas crianças já nascidas e as que estão por vir.



Escrito por Professor Francisco às 15h07
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A Saga da Educação Brasileira

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou terça-feira (3/05) o PLS 388/07, projeto de lei que aumenta de 800 para 960 horas a carga horária mínima anual do ensino básico – que é formado pelos níveis fundamental e médio. Essa proposta continuará sua tramitação, agora, na Câmara dos Deputados.

Apresentado em 2007 pelo ex-senador Wilson Matos, o projeto recebeu parecer favorável do senador Cyro Miranda (PSDB-GO).

Juntamente com essa matéria, a comissão aprovou a frequencia mínima anual em Turno Suplementar, quando um projeto é transformado num substitutivo, isto é, totalmente modificado pelo relator, ele precisa passar por uma segunda votação, que é o turno suplementar.

Essa segunda votação ocorre em todas as instâncias em que o projeto precisa ser votado: nas comissões e no Plenário. O PLS 385/07 aumenta a frequência mínima exigida para aprovação no ensino básico: de 75% para 80% do total de horas letivas. Originalmente, previa-se uma frequência mínima de 90%, mas o texto foi modificado pelo parecer do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). Essa proposta também será enviada à Câmara.

Ambos os projetos alteram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 1996).

A grande pergunta que não quer calar é: será que os problemas educacionais brasileiros estão na carga horária e na freqüência dos alunos? Acredito que os problemas estão mais enraizados e que 800, 960 ou 1.000 horas, 200 ou 300 dias letivos sem alicerçar bem as bases educacionais em nada produzirão impacto e resultados significativos.

É urgente a profissionalização do Magistério. Ainda há lugares e autoridades que veem o professor e a educação como algo em que não há necessidade de investimento, haja vista as condições de trabalho, os salários pagos e o tratamento dispensado.

Será que tais condições e salários são oferecidos a outros profissionais, tais como peritos criminalistas, técnicos bancários, petroleiros, até mesmo motoristas de determinadas empresas?

Será que os deputados e senadores que votam o salário de professores brigariam tanto em época de eleição se o salário que recebessem fosse o mesmo pago ao magistério público?

Enfim, para que haja um impacto significativo na educação é preciso que as mudanças ocorram de forma conjuntural:

1º. Deveria seria criada uma comissão formada por educadores em pleno exercício de suas funções – profissionais da ativa e que estejam vivenciando os reais problemas em sala de aula nas suas regiões. Os relatórios deveriam ser encaminhados à Comissão de Educação do Congresso Nacional e só então poderiam ser votados, pois, na verdade, muitos deputados, como o Tiririca e Popó pouca ou nenhuma experiência escolar tiveram para legislar sobre educação.

2º. As leis educacionais são apresentadas e votadas a partir de pontos isolados, como as que estamos discutindo agora: carga horária e frequência mínima, mas os problemas não se resumem a isso. É necessária a implementação de um plano de educação real e concreto que envolva todas as necessidades e anseios das partes envolvidas.

3º. Para ter sucesso, qualquer lei ou plano educacional precisa envolver a família. Não adiantam leis que atinjam o aluno na escola se não houver um impacto na família. A escola deveria se estender à casa do aluno. Claro que muitas vezes isso ocorre, mas por esforço e criatividade da escola ou professor de forma separada em relação às demais, mas isso não consta em nenhuma lei.

4º. As condições de trabalho do professor precisam ser revistas. Hoje, o professor está tão exposto a perigos de vida quanto um agente penitenciário, policiais, seguranças, vigilantes etc. A diferença é que esses profissionais são preparados para enfrentar as situações de riscos, o professor não. É vítima fácil e indefesa. Pior ainda, não são poucos os casos em que o professor é punido e humilhado pela própria justiça por qualquer reação de defesa.

5º. A carga horária do professor deve ser reduzida, pois precisa de tempo para produzir boas aulas, elaborar e corrigir provas e trabalhos, fazer relatórios sobre aprendizagem de cada aluno, estudar, preparar-se.

6º. Por fim, o professor deverá ser contemplado com salários melhores, para que sua dignidade se robusteça e sua auto-estima atinja o aluno e a família. Como despertar o interesse de jovens tentarem vestibular para o magistério se não há um incentivo salarial, muito menos de boas condições? Infelizmente, só sabe desses valores quem vivem da educação.

Na verdade, deputados e senadores de educação só conhecem os votos que essa categoria tem para eles.



Escrito por Professor Francisco às 08h59
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Escrito por Professor Francisco às 07h13
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