Blog do Professor Francisco


26/04/2017


O Sonho de uma Nova Geração Política

Com Ética e Patriotismo


Há muito tempo, na sociedade, está revogada a palavra ética. A prática dela, em certos espaços, implica ser discriminado, zombado e excluído. O tal relativismo nunca foi tão imperativo, e o politicamente correto só tem sido praticado diante de câmeras e holofotes.


Uma explicação simples para Ética é fazer o que é certo quando ninguém está vendo. Definitivamente, isto não se aplica a tanta gente por aí, sobretudo à classe política brasileira.


Quando ninguém estava vendo, eles combinaram votar em favor dos seus próprios interesses, aumentando impostos e salários pessoais. Quando ninguém via, eles encheram os bolsos de dinheiro, via caixa 2, esvaziando os cofres públicos, quebrando bancos, a previdência e empresas públicas. Literalmente, tirando a comida da boca de crianças e idosos, além de privar doentes de remédios e de tratamentos.


Essas “bondades” foram regadas a bons e importados queijos, vinhos e whisky, acompanhados de belas mulheres, em confortáveis gabinetes sem câmeras e luzes, mas com muitas e insaciáveis ações.


Nunca, em toda a história do país, vivemos uma crise ética tão profunda. A sociedade inverteu de vez os valores éticos e morais. Nossa juventude vive um momento de insensatez. Perdidos na tecnologia, nossos jovens estão mergulhados num mundo marcado pela droga, álcool, violência e sexo desordenadamente irresponsável.


A família, desviada da sua função educadora, vê-se obrigada a contemplar uma geração de jovens sem liderança e sem boas referências. A escola recebe essa juventude, mas já nada pode fazer.


Foi nesse cenário que produzimos a nossa geração de políticas, homens e mulheres colocados no poder para governar a sociedade que os criou. Creio que estão honrando cada voto, se olharmos pelo crivo ético a forma como chegaram lá.


Nossos representantes estão cada vez mais preocupados com o quanto poderão amealhar nesse árduo trabalho, quanto podem tirar de cada banco, de cada empreiteira ou de cada verba que conseguem para suas regiões.


A avidez e ganância são tamanhas que não há restrição em suas retiradas. Não importa se é dinheiro para extrair petróleo ou se é dinheiro para a merenda de crianças ou remédios para idosos. Eles querem é tirar. Encher os bolsos.


No livro de Provérbios, em 30.15-17, tem uma passagem muito interessante. Diz que “a sanguessuga tem duas filhas. O nome delas é Dá e Dá e que há quatro coisas que nunca estão satisfeitas e nunca dizem: ‘É o bastante! 1) a sepultura que recebe os mortos e nunca diz basta, 2) o ventre estéril, 3) a terra seca , que nunca se dessedenta, e 4) o fogo que nunca diz  que é o bastante!” Sem a pretensão de acrescentar um novo versículo à Bíblia, adiciono aqui o abutre que nunca se saceia de devorar as suas presas.


Nomeio, portanto, nossos políticos como abutres e corvos que nunca se saceiam de devorar o dinheiro dos hospitais, da merenda escolar, das vacinas e dos medicamentos de idosos e crianças. Devoram a cura para o câncer, para a AIDS e doenças tropicais. Devoram o dinheiro dos milhares e milhares de adolescentes e jovens dependentes químicos que perambulam pelas ruas do país como zumbis, condenados à morte todo dias.


Tenho esperança de que essa geração de políticos esteja com seus dias contados. Quem os colocou lá tem poder de tirar: a sociedade, que é o verdadeiro sistema. É a sociedade quem dita os seus próprios costumes e regras, por isso pode ditar a saída dos maus elementos políticos. Deixar nas mãos da classe política as rédeas do país é permitir a continuação da inversão de valores que tanto condenamos.


 


 

 

 

Escrito por Professor Francisco às 16h07
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