Blog do Professor Francisco


18/07/2017


Urge a união da Pátria


Há pouco, se ouvia o coro nas ruas: “– Michel, pode esperar, a sua hora vai chegar!” É essa hora que o país espera. Quando? Depende de dois segmentos da sociedade: Primeiro, o Congresso que, de forma inescrupulosa e nefasta, não só está profundamente envolvido na lama da corrupção, como também está comprometido com a manutenção de sua confortável e privilegiada situação. Até quando brincarão com os sentimentos populares? Até quando não temerão o povo que os colocou lá e a quem devem prestação de contas de seus atos?

No Brasil é assim, o povo vota nos parlamentares – vereadores, deputados e senadores –, mas quem é o patrão é o chefe do poder executivo. São eleitos para legislar em nome da população que lhes concedeu uma procuração plena e um bem remunerado emprego com altos salários, ilimitadas regalias e até foro privilegiado, deixando-os acima de qualquer investigação que não seja exercida pelo Supremo. Na hora de exercer a defesa, por conseguinte, defendem o governo e os seus próprios interesses.

O segundo segmento é o povo que apresenta uma situação muito, mas muito mais complicada do que a situação da classe política. Ao contrário do Congresso, unido e afinado, o povo está separado por uma linha tênue imaginária e ingênua, a falida dicotomia esquerda/direita que limita a força popular para o bem da súcia que domina a força política no país.

Há pouco tempo, uma parcela da população foi às ruas pedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, portando verde e amarelo. Segundo contagem oficial, cinco milhões, só em São Paulo, e um extraordinário número em todo país.

Dias depois, foi a vez da outra parcela da população fazer a sua manifestação nas ruas, portando bandeiras vermelhas com símbolos socialistas em vez das cores nacionais. Estima-se que em todo o país mais de três milhões de pessoas participaram dos atos.

Agora, imaginemos todos esses brasileiros numa única manifestação pelo fim da continuidade do governo, do Congresso Nacional e da impunidade. A divisão do povo, que quer mudanças incondicionais, só favorece a esse sistema impetrado no país que faz deputados e senadores não temerem o julgamento do povo que, aliás, é responsável direto pelos políticos que nos representam. Nós votamos neles! E se estão lá não é por decreto ou imposição, nós, o povo, os elegemos e lhes demos uma procuração para, em nosso nome, fazerem toda essa sujeira que tem envergonhado o Brasil.

Já passou da hora de se dar um basta na confiança dos parlamentares. Eles estão muito seguros e intocáveis. Se a justiça é tímida para julgar e condenar corruptos, se deputados e senadores estão bem à vontade para agirem em seus próprios nomes sem a preocupação com interesses populares, se as reformas propostas e votadas não atendem aos interesses de trabalhadores, estudantes e aposentados, é necessária, então, a união de todos. Direita e esquerda devem juntas partir contra o inimigo comum: aqueles que destroçaram o país e continuam desconstruindo conquistas, afetando o futuro das gerações vindouras.

Enquanto os brasileiros e brasileiras se enxergarem como inimigos e pelejarem entre si, o segmento podre cada vez mais se fortalecerá, a corrupção reinará e sucumbirá o país. Então viveremos numa infeliz miséria, mas orgulhosos de sermos esquerda ou direita.

Escrito por Professor Francisco às 13h46
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